sábado, 31 de dezembro de 2011

A CHINA DOS MANDARINS

  De todas as sociedades do período que antecedeu as Grandes Navegações, nenhuma parecia mais poderosa do que a chinesa. sua população, um pouco superior a 100 milhões de habitantes, constituía mais do que o dobro da população da Europa. Uma burocracia treinada para as funções públicas dirigia sua administração de maneira unificada e disciplinada.
  Muito antes do que na Europa, já no século XI fazia-se aí a impressão de textos com tipos móveis, o que permitia a publicação de um grande número de livros. O comércio e a produção artesanal, estimulados pela construção de canais e pelo crescimento da população, eram igualmente intensos.
  Os chineses foram os inventores da pólvora e já fabricavam canhões no século XIII. Inventores da bússola, sua navegação e comércio de além-mar atingiram um estágio altamente desenvolvido. Em suas viagens de longa distância, os navios chineses, que mediam até 120 metros de comprimeto, chegaram a alcançar a costa da África.
  A expansão naval da China durou pouco, porém. Em 1436, um decreto imperial proibiu a construção de navios de grande porte. A seguir, outro decreto interditou o comércio em alto-mar. Assim, no momento em que reunia condições para dar início a uma grande aventura transoceânica, a China decidiu voltar as costas para o mundo.

O IMPÉRIO OTOMANO

  Tendo expandido rapidamente sua religião por meio das guerras de conquista, os muçulmanos construíram um impéiro que permaneceu unificado até meados do século VIII. Esse império estendia-se da península Ibérica até a Índia, abarcando todo o norte da África e o Oriente Médio. Além das populações árabes, em seus territórios havia povos de outras etnias e religiões - nem todos convertidos ao islamismo.
  Em 750, a dinastia reinante - os omíadas - foi deposta e a capital do Império transferida para Damasco. Abder Raman, descendente dos omíadas, fugiu para a península Ibérica. Ai, fundou o Emirado de Córdoba, independente do governo de Damasco. A partir desse acontecimento, tinha início uma série infindável de divisões do Islã, das quais surgiriam inúmeros reinos autônomos, chamados de califados, emirados ou sultanatos, conforme o caso.
  Em meados do século XVI, no período das Grandes Navegações européias, a religião islâmica era a mais difundida no mundo.
  No século XI, os turcos - mais tarde chamados de turcos otamanos - habitavam o planalto da Anatólia, na Turquia atual, juntamente com outros povos. Convertidos ao islamismo, formaram um reino independente. Por meio de guerra de conquista, expandiram seu território e constituíram o maior e mais poderoso Estado muçulmano.
  A derrota dos turcos otamanos na batalha naval de Lepanto, diante dos espanhóis, em 1571, marcou o enfraquecimento do poder islamico no mundo moderno.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

TIPOS DE MERCANTILISMO

  O comercialismo, foi a forma de mercantilismo adotada nos Países Baixos, os comerciantes se voltaram para o comércio marítimo e se tornaram intermediários nas relações comerciais entre diversos Estados. Para isso, estabeleceram uma parceria com o Estado holandês, por meio da qual constituíram grandes Companhias de Comércios, protegidas por privilígios concedidos pelo governo.
  Outra manifestação de mercantilismo foi a praticada por Jean-Baptiste Colbert, ministro do rei francês Luís XIV, no período de 1661 a 1683. Nessa modalidade, o próprio Estado passou a agir como empresário, criando diversas manufaturas reais. daí se originou o nome colbertismo dado ao mercantilismo industrial francês dessa época.
   A Inglaterra, por sua vez, a partir do reinado de Elizabeth I (1558-1603), praticou um tipo de mercantilismo que combinou, com sucesso, o incentivo á produção de bens e ao comércio. Dessa forma, foram criadas leis que fixaram preços, regulametavam as horas de trabalhos e obrigavam todo homem capaz a trabalhar em alguma atividade produtiva. Ao mesmo tempo, o comércio foi favorecido com a criação de companhias privilegiadas (detentoras de direitos exclusivos). A Companhia das Ìndias Orientais, fundada em 600, por exemplo, detinha o monopólio do comércio inglês com o Oriente.
   No século XVIII, setores da burguesia européia, sem acesso aos monopólios, passaram a fazer oposição á política mercantilista e ao absolutismo dos reis. De suas críticas ao intervencionismo do Estado na economia e de sua luta contra os monopólios surgiria uma nova doutrina política e econômica: o liberalismo.

MERCANTILISMO

  Mais do que uma doutrina única, o mercantilismo consistiu em uma série de medidas e práticas econômicas adotadas por diversos chefes de Estado. Seu principal objetivo era obter a maior quantidade possível de metais preciosos (ouro e prata) para o Tesouro Nacional - tendência que ficou conhecida como metalismo ou bulionismo. Procurava-se dessa forma fortalecer o Estado diante das outras nações.
  O metalismo foi particulamente forte na Espanha, maior potência européia no século XVI, cuja riqueza advinha do ouro extraídos da América.
  Para grande parte dos Estados, a melhor forma de reunir riquezas era manter a balança de comércio favorável, ou seja fazer com que o valor das exportações fosse sempre maior do que o das importações. Assim, era melhor vender produtos no mercado internacional do que comprar.
  Alguns Estados estimularam a produção manufaturada, iniciando assim uma política que ficou conhecida como industrialismo.
  Portugal e Espanha, que dispunham de um vasto império colonial, foram os únicos Estados que não incentivaram o industrialismo. Em contrapartida, praticaram o colonialismo. A posse de colônias, localizadas em regiões de clima tropical, permitia equilibrar a balança comercial apesar de importar produtos de outros países.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ABSOLUTISMO

   O Estado absolutista dominava a tal ponto a vida política da sociedade europeia na Idade Moderna que um rei pôde dizer de si mesmo " O Estado sou eu ". A frase foi atribuída a Luís XIV, conhecido como "rei Sol", que governou a França entre 1661 e 1715.
   Na atmosfera cultural e política da Idade Moderna, as palavras do rei não causaram escândalo nem protestos. Tratava-se simplesmente de uma constentação. Essa visão do poder certamente seria compartilhada por outros monarcas absolutistas da Europa.
  Essa visão encontrava sua legitimidade teórica na obra de diversos pensadores e filósofos. Os mais representativos entre eles foram:
- Jean Bodin (1530-1596), para quem o rei detinha a soberania - isto é, o poder de criar ou revogar as Leis - e no exercício dessa soberania tinha poder supremo sobre os súditos, sem nenhuma limitação, a não ser a lei divina;
-Thomas Hobbes (1588-1779), aotor de Leviatã, no qual desenvolveu a teoria que os seres humanos, em troca de segurança, havia conferido toda a autoridade a um soberano - por isso, o poder do soberano sobre os súditos era absoluto;
- Jacques Bossuet (1627-1704), bispo, autor da obra política tirada da Sagrada Escritura; defendeu a teoria da origem divina do poder real. Segundo essa teoria, o poder do rei era absoluto porque vinha de Deus. Logo, ele devia satisfação de seus atos apenas ao Criador.

GUERRAS RELIGIOSAS - A NOITE DE SÃO BARTOLOMEU

  A Reforma Protestante pôs fim ao monopólio espiritual da Igreja Católica, oferecendo aos fiéis novas opções religiosas.
  Um dos efeitos do movimento, sobretudo a partir do calvinismo, foi o estímulo ao desenvolvimento, capitalista, na medida em que criou uma ética favorável ao lucro, ao trabalho árduo e ao enriquecimento pessoal.
  Outra consequencia foi o impulso á alfabetização. Lutero encentivou o aprendizado da leitura, ao propor que qualquer pessoa podia ser "sacerdote de si mesma", desde que lesse e interpretasse corretamente a Bíblia.
  Por outro lado, a Reforma Protestante resultou na intolerância religiosa diante das artes e da ciência, tanto por parte dos católicos como dos protestantes. Exemplo disso foram a publicação do Índex - lista dos livros proibidos pela Igreja Católica - e a perseguição e condenação de inúmeros intelectuais.
  A  intolerâmcia religiosa foi responsável també por guerras sangrentas que durante muitos anos sacudiram a Europa.
  As disputas entre católicos e huguenotes na França converteram-se em guerra civil a partir de 1562. Dez anos depois, o rei Carlos X, manipulado pelos católicos, ordenou a morte dos chefes calvinistas reunidos em Paris. O massacre ocorreu na noite do dia de São Bartolomeu, em 24 de agosto. Nessa ocasião, foram mortos 2 mil huguenotes. As guerras Religiosas somente terminaram na França com a promulgação do Edito de Nantes, em  1598, pelo rei Henrique IV.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CONTRA REFORMA

  A reação da Igreja Católica ao avanço das propostas de reforma ficou conhecida como Contra-reforma. O Concílio de Trento (1545 e 1563), do qual participaram representantes da Igreja Católica de toda a Europa, coordenou e orientou o movimento.
  O Concílio não fez nenhuma concessão em matéria de doutrina religiosa, confirmando todos os pontos criticados pelos protestantes: importância dos sacramentos, celibato clerical, valor das boas obras como caminho para a salvação. Ao mesmo tempo, todavia, tomou providências para moralizar o clero e fortalecer a autoridade da hierarquia católica.
  Um importante papel na  Contra-reforma foi desempenhado pela Companhia de Jesus. Essa ordem religiosa foi fundada em 1534 por Ignacio de Loyola, ex-soldado espanhol que estudou teologia em Paris. Reconhecida pelo papa seis anos depois, a Companhia de Jesus ( ou Ordem dos Jesuítas ) teve uma atuação destacada no Concílio de Trento. Seus integrantes, os jesuítas, logo se espalhariam pelo mundo com o objetivo de expandir a fé católica, colaborando assim de maneira decisiva com a cúpula da igreja no combate ao protestantismo.
  Na parte da América dominada pelos portugueses, eles começaram a chegar a partir de 1549. Uma vez aqui, dedicaram-se principalmente á catequese dos indígenas a á educação infantil entre os colonos, fundando e mantendo inúmeros colégios.

REFORMA PROTESTANTE - HENRIQUE VIII

  Chamados de protestantismo de maneira geral, os movimentos que propunham reformas na Igreja Católica receberam apoio entusiástico em vários lugares da Europa ocidental, assumindo formas diferentes em cada um deles.
  Uma dessas formas apareceu na Inglaterra, onde o rei Henrique VIII, agindo muito mais por razões políticas do que religiosas, rompeu com o papa em 1534 e publicou o Ato de supremacia, pelo qual estabeleceu as bases da Igreja Anglicana. A nova religião adotou aspectos do calvinismo e manteve outros do catolicismo. Sua peculiaridade residia no fato de o rei ser chefe supremo.
  Nos anos subsequentes, a Inglaterra oscilou entre as influências do catolicismo e do protstantismo, até que a rainha Elizabeth I proclamou o anglicanismo como religião oficial. Muitos protestantes ingleses continuaram, entretanto, a lutar para que a Igreja Anglicana fosse "puficada" de seus vestígios de catolicismo. Eram os puritanos, que acabaram aderino definitivamente ás doutrinas calvinistas.
  Como consequencia dessa divisão, o reino seria mais tarde assolado por violentas lutas de caráter político-religioso. Tais lutas levaram ás Revoluções Inglesas do século XVII.

sábado, 24 de dezembro de 2011

REFORMA PROTESTANTE - JOÃO CALVINO

  Sacerdote francês convertido ao luteranismo, João Calvino (1509-1564) levou ainda mais longe as propostas de reforma de Lutero. Estabelecido em Genebra, na Suíça, sua pregação conquistou grande número de adeptos.
  Calvino registrou sua doutrina na obra Instituição da Religião Cristã, publicada em 1536. De modo sintético, o calvinismo - semelhante ao luteranismo em muitos aspectos - apresenta as seguintes propostas.
- Aceitação exclusiva das sagradas escrituras como instrumento para conhecer a verdade divina;
- Predestinação - desde o nascimento, as pessoas estão destinadas por Deus á salvação ou á condenação eterna, independentemente de suas obras no mundo material;
- Eliminação das imagens de santo e das cerimônias pomposas no culto, que deveria se limitar á leitura e discussão de trechos da Bíblia.
  O calvinismo propagou-se rapidamente por várias regiões da Europa, principalmente por aquelas em que as atividades mercantis se desenvolvia de modo mais dinâmico.
  A religião fundada por Calvino, com sua teoria da predestinação, foi o mais forte incentivo ideológico ao desenvolvimento capitalista. Ela ensinava que o lucro não era pecado e que a única maneira de alguém saber se estava predestinado á salvação era obter êxito nas relações econômicas por meio do trabalho árduo e disciplinado. " O comerciante que busca o lucro " - rezava a doutrina - responde também ao chamado de Deus".

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A REFORMA PROTESTANTE - MARTINHO LUTERO

  De origem germânica, Lutero (1483-1546) era monge e teólogo católico. Em 1517, estva ensinando na universiade de Witterberg, no Sacro Império, quando apareceu por ali um religioso vendendo indulgências, isto é, a absorvição dos pecados. Naquele tempo, as autoridades da Igreja difundiam a idéia de que a compra de indulgências era condição para garantir a salvação dos fiéis.
  Contrário e essa prática, Lutero afixou na porta da igreja da cidade um texto conhecido como 95 teses, no qual discordava em pontos importantes da prática católica. Seguiu-se enorme polêmica que culminou com a excomunhão do monge pelo papa.
   Lutero recebeu o apoio de um número muito grande de nobres e integrantes da burguesia. Graças a esse apoio, ele pôde enfrentar a reação da Igreja.
  Com suas propostas reformitas divulgadas por todo o Sacro Império. Lutero conquistou a adesão de parcela cada vez maior da população. Muitos dos príncipes germânicos convertidos ás novas doutrinas, passaram a empreender o confisco de terras da igreja. Após alguns anos, as idéias de Lutero levaram os nobres a reivindicar a autonomia religiosa dos principados germânicos em relação a Roma.
   Diante dos conflitos que se disseminavam pelo Império, Carlos V, imperador católico, convocou uma  assembléia para decidir sobre as propostas de Lutero. A assembléia declarou que a  nova doutrina poderia ser seguida apenas em alguns principados, mantendo-se a hegemonia da  da Igreja Católica na maior parte do território. Revoltados, nobres e burgueses protestaram violentamente contra essa decisão. A partir desse acontecimento, os seguidores da Reforma Luterana passaram a ser chamados de protestantes.
   O conflito se prolongou até 1555, quando foi celebrado a paz de Augsburgo, concedendo a cada príncipe o direito de escolher a religião de seu principado.

REFORMA PROTESTANTE - JOÃO HUSS O PRECURSOR

   Muito tempo antes de Lutero, alguns reformadores já haviam tentado renovar a doutrina e as práticas da Igreja. Foi o caso, entre outros, de João Huss, que se converteu em líder de uma revolta ocorrida no início do século XV, na Boêmia (hoje, República Tcheca).
   A região fazia parte do Sacro Império, no qual a maior parte dos altos cargos da Igreja era ocupado por religiosos germânicos. Professor da Universidade de Praga, João Huss pregava a reforma da Igreja, negava o dogma da infalibilidade do papa e lutava contra o predomínio dos prelados germânicos.
   João Huss foi preso e intimado a negar seus ponos de vista durante  o Concílio de Constança. Como se recusasse, foi queimado na fogueira em 6 de julho de 1415. Sua morte radicalizou o descontentamento religioso, que se transformou numa revolta popular e se espalhou por toda a região.

COLOMBO CHEGA Á AMÉRICA

    Embora os espanhóis já tivesse, no início  século XV, tomado posse das ilhas Canárias, no oceano Atlântico, a noroeste da África, sua expansão marítima e comercial só começou efetivamente em 1492, após a expulsão definitiva dos muçlmanos da península Ibérica.
    Ainda em 1492, uma expedição comandada pelo piloto genovês Cristovão Colombo tomou posse, em nome dos reis espanhóis, de terras localizadas na região central da América.
   Colombo tinha a intenção de atingir o Oriente navegando em direção ao Ocidente. Ao contrário do senso comum, defendia a idéia de que a terra era redonda, e não plana como a maior parte da população acreditava ser.
   Navegando conforme seus planos, Colombo encontrou a atual ilha de São Domingos, na América Central. Imaginou ter chegado ás Ìndias. Por essa razão, chamou de índios os habitantes do lugar.
    O feito de Colombo criou um problema com Portugal. Supõe-se que os portugueses já desconfiavam da existência de territórios a sudoeste do oceano Atlântico.
    Para tentar solucionar as disputas entre os dois reinos ibéricos, foi feita uma série de acordo. Contudo, somente em 1494 celebrou-se um acordo definitivo: o Tratado de Tordesilhas. Nele ficava estabelecida uma divisão de território entre portugueses e espanhóis.
  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Á PROCURA DE METAIS PRECIOSOS

   Outro fator que levou os europeus a realizar as navegações foi a busca de metais preciosos. De fato, a expansão do comércio acarretava uma necessidade crescente desses metais para a cunhagem de moedas. Ora, boa parte do ouro e da prata existentes na Europa era destinada ao pagamento de mercadorias no comércio com o Oriente. Por isso, os dois metais se tornaram escassos no continente, forçando a procura por novas fontes fora da Europa.
   Contribuíram também para as conquistas marítimas os avanços efetuados na técnica da navegação em alto-mar e o aprofudamento dos conhecimentos científicos alcançados pelos europeus no século XV.
  Entre os progressos técnicos estavam instrumentos como a bússula e o astrolábio, além, é claro, da caravela. Muitos desses equipamentos já eram utilizados por outros povos e foram aperfeiçoados e adptados pelos portugueses á navegação marítima.
  Duas outras novidades estavam no campo bélico e foram decisivas para o domínio europeu sobre outros povos: a pólvora e o canhão, trazido do Oriente. De posse da bússola, do astrolábio e da caravela, os europeus puderam ir muito longe com suas expedições marítimas. Os canhões e a pólvora, por sua vez, possibilitaram a conquista de terras de outros continentes.

A EXPANSÃO MARÍTIMA

     De forma geral, podemos dizer que os europeus foram impelidos a empreender as grandes navegações por duas razões econômicas: as necessidades de expandir o comércio e de obter grandes quantidades de metais preciosos.
    Entretanto nem só de causas econômicas se faz a história. Havia também naquelas circunstâncias uma confluência de outros estímulos: ambições pessoais, espírito de aventura, fervor religioso. Na península Ibérica, por exemplo, disseminou-se a idéia de que, uma vez expulsos os muçulmanos do território, seria preciso propagar a fé cristã por todas as regiões do mundo.
  
Reunidos esse anseios, o Estado moderno, com sua monarquia fortalecida e unificada surgiu como instrumento capaz de concretizá-los. Graças ao apoio da burguesia, aos impostos da população e aos empréstimos contraídos junto aos banqueiros, o rei pôde reunir o capital necessário para financiar as viagens marítimas.

RENASCIMENTO - AVANÇOS CIENTÍFÍCOS

  A época renascentista também apresentou importantes desenvolvimento no campo das ciências. Responsável por impulsionar o conhecimento nas áreas da astronomia, da matemática, da física e da medicina, eis alguns dos principais centistas desse período.
Miguel de Servet - (1511-1553) - Médico e humanista descobriu a chamada "pequena circulação" do sangue ou circulação pulmonar.
Francis Bacon - (1561-1626) -  divulgou o método indutivo de conhecimento, pelo qual se deve partir da observação das coisas concretas para se chegar á compreensão das leis e processos gerais ou universais. Para ele, o  conhecimento científico só poderia ser alcançado por meio da observação e da experimentação.
Willian Harvey - (1578-1657) - fisiologista e anatomista, desvendou a circulação do sangue.
Nicolau Copérnico (1473-1543) - notabilizou-se como astrônomo. Em seu livro Sobre as revoluções dos corpos celestre, desenvolveu a teoria heliocêntrica, segundo a qual a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol (hélio, em grego). Derrubou, assim, a velha teoria geocêntrica, formulada na Antigidade por Cláudio Ptolomeu e adotada pela Igreja Católica. De acordo com o geocentrimo, a terra era o cento do Universo e o sol girava em torno dela.
Galileu Galilei (1564-1642) - considerado o fundador da física moderna, investigou as leis do movimento dos corpos. Com um telescópio por ele mesmo contruído, observou o céu e chegou a conclusão semelhantes ás de Copernico.
Johanner Kepler (1571-1630) - demostrou que os planetas descrevem um órbita e não circular, como pensava Copérnico.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O RENASCIMENTO SE EXPANDE

  Da península Itálica o movimento renascentista difundiu-se pela Europa, alcançando maior expressão nos países em que o desenvolvimento urbano e mercantil era mais intensos.
- Países Baixos - Jan Van Eyck (1390-1441), autor de retratos e cenas religiosas. Erasmo de Roterdã, seu trabalho mais conhecido é Elogio da Loucura, de 1511, dedicado ao inglês Thomas Morus, Erasmo devendia o retorno da Igreja á simplicidade proposta nos Evangelhos.
- Sacro Império - Albrecht Durer (1471-1528) e Hans Holbein, o Moço (1497-1543), ambos pintores. Holbein se notabilizou como retratista, pintou o do rei Henrique VIII.
- Inglaterra - Willian Shakespeare (1564-1616), autor de Romeu e Julieta, Hamlet, Rei Lear. Suas obras se colocam  entres as mais importantes do teatro mundial. Thomas More (1478-1535) autor de Utopia, inspirou-se no relato de Américo Vespúcio sobre a América.
- França - François Rabelais (1495-1553), autor de Gargântua e Pantagruel, sátiras qu criticavam os costumes da época, particulamente a tirania, o dogmatismo da igreja e a guerra. Michel Montaigne (1533-1592), escreveu Ensaios, reflexões filosóficas.
- Espanha - Miguel de Cervantes (1547-1616), autor de Dom Quixote, sátira que narra as desventuras de um nobre (fidalgo) espanhou influenciado pela leitura de novelas de cavalaria.
- Portugal - Luíz de Camões (1524-1580), escreveu Os lusíadas, poema épico que narra as conquistas marítimas lusitanas.
  

RENASCIMENTO - 0 APOGEU

  Período de plena maturidade do Renascimento, o Cinquecento foi dominado pelos gênios de Leonardo da Vinci (1452-1519). Michelangelo Buonarroti (1475-1564) e Rafael Sanzio (1483-1520). Os dois últimos trabalharam sobretudo em Roma, que substituiu Florença como o mais destacado centro artístico.
  Leoonardo   da Vinci distinguiu-se em muitos campos do conhecimento, como a engenharia, a arquitetura, a matemática e a física, mas notabilizou-se sobretudo como pintor. É conhecido pelo tratamento psicológico que dava aos personagens e pelo domínio da técnica que ele mesmo chamou de chiaroscuro (claro-escuro), que consiste no jogo de luz e sombra. Suas obras mais famosas são Sant´Ana, Monalisa e A última ceia.
  Escultor e pintor, Michelangelo foi o autor dos afrescos da Capela Sistrina, em Roma. Como escultor, suas obras inspiraram artistas de todas as épocas. Entre as mais importantes, destacam-se Pietá, Moisés e Davi.
  Rafael  trabalhou em Roma sob os auspícios dos papas Júlio II e Leão X. Reproduziu temas religiosos - fez numerosas representações de Nossa Senhora (Madona) - e também pagão, como é o caso de A Escola de Atenas, em que resume a história da filosofia grega.
  No  âmbito da ciências políticas destacou-se Nocilau Maquiavel (1469-1527), autor da obra O prícinpe, tratado no qual faz uma reflexão sobre a natureza do poder político e dá conselhos aos soberanos sobre a melhor forma de construir um governo centralizado.

RENASCIMENTO - INDIVIDUALISMO, RACIONALISMO E HUMANISMO

  No  âmbito do pensamento, o Renascimento se caracterizou pelo individualismo, pelo racionalismo e pelo humanismo.
  O individualismo valorizava a capaciade de o ser humano fazer escolhas livremente, valendo-se apenas de suas próprias forças, sem apelar para o sobrenatural.
  O racionalismo enfatizava a razão como  principal instrumento para compreeder o Universo e a natureza.
  O hamanismo, por sua vez, colocava o ser humano como centro das preocupações e indagações dos pensadores, considerando-o a obra suprema de Deus. Essa orientação é denominada antropocentrismo e representava uma forte oposição ao teocentrismo.
  Em 1445, o germânico Johannes Gutemberg inventou o isstema de impressão com tipos móveis, revolucionando o processo de produção dos livros, até então feitos á mão. Com o novo invento, foi possível propagar as idéias humanistas a um número cada vez maior de pessoas.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

RENASCIMENTO

  As raízes do Renascimento podem ser encontradas ainda na Baixa Idade Média, quando, a partir do século XI, o comércio e as cidades voltaram a florecer em diversas regiões da europa.
  O crescimento das cidades criava um meio social que favorecia o desenvolvimento de atividades intelectuais e artísticas. Não por coincidência, foram justamente as cidades mais ricas, localizadas no norte da península Itálica, que se tornaram os primeiros e principais centros de difusão do movimento renascentista.
  O  ressurgimento do comércio permitiu á burguesia acumular riqueza suficiente para financiar as obras de escritores e artistas. Assim, tornou-se comum a figura dos mecenas, indivíduos ricos que, em busca de glória e pretígio, patrocinavam o trabalho de artistas e escritores. Entre os mecenas da península Itálica, destacaram-se a família Sforza - senhora do ducado de Milão -, os Médicis - família de banqueiros que exercia o controle político da República de Florença - e os papas Júlio II e Leão X.

O NASCIMENTO DE PORTTUGAL

  O condado Portucalense, recebido como feudo por Henrique de Borgonha, estava ligado por laços de vassalagem ao reino de Leão e Castela. Em 1139, Afonso Henrique, filho de Henrique de Borgonha, rompeu vínculo e se proclamou Afonso I, rei de Portugal, iniciando a disnastia de Borgonha (1139-1383) e a história de Portugal como reino independente.
  Nos anos seguintes, organizaram-se as instituições do Estado português. Ao lado da Monarquia, estabeleceram-se as Cortes Gerais, órgão constituído pela família real, pelo clero e pela nobreza
  Em 1383, com a morte do rei dom Fernando, o trono português deveria passar para sua filha, que estava casada com o rei de Castela. Diante da possibilidade de união dos dois reinos, a burguesia, a população e uma parte da nobreza se rebelaram a aclamaram um novo rei, dom João I, mestre de Avis (nome de uma orden militar). Em seguida, as forças portuguesas conseguiram derrotar os castelhanos e garantir a independência de Portugal.
  Esse movimento, denominado Revolução de Avis (1383-1385), consolidou a monarquia centralizada e fortaleceu a burguesia mercantil, que estabeleceu estreitos vínculos com o rei.
  Graças a essas mudanças, antes de qualquer outra região da Europa, Portugal reuniu as condições constitutivas do Estado moderno: um território unificado, gerido por um governo soberano e forte, reconhecido e aceito pela população. Essa precoce centralização política seria um dos componetes que permitiriam a Portugal lançar-se antes de qualquer outro reino europeu no empreendimento da expansão marítimo-comercial.

domingo, 18 de dezembro de 2011

RECONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA

   Os árabes haviam invadido a península Ibérica no começo do século VIII. Apenas a região dos montes Pireneus, próximo ao reino da França, escapou dessa invasão. Ali se formou o reino cristão de Astúrias. A partir de então,  os cristãos lutaram contra os muçulmanos (chamados de mouros ou sarracenos na península Ibérica) pela recuperação dos territórios perdidos. Essa luta, que duraria vários séculos, ficaria conhecida como  Reconquista.
   A medida que a luta avançava, outros reinos cristãos foram surgindo na península, entre os quais Leão, Aragão e Castela.
   No fim do século XI, Afonso VI, dos reinos unificados de Leão, Aragão e Castela, impôs sucessivas derrotas aos muçulmanos. Em suas campanhas, contou com a ajuda de Henrique de Borgonha, um senhor feudal vassalo do rei da França. Para recompensar Henrique, Afonso VI ofereceu-lhe o condado Portulalense como feudo.
   O passo decesivo para a expulsão dos árabes ocorreu em 1469, quando Fernando, rei de Aragão, casou-se com Isabel, que se tornaria depois rainha de Castela. Os dois reinos haviam estado unidos sob o reinado de Afonso VI, mas se separavam posteriormente. Com o casamento de Fernando e Isabel, eles voltaram a se unificar, tornando-se a base da Espanha moderno.
   A  consolidação da monarquia espanhola ocorreu em 1492, ano em  que se deu a reconquista de Granada e a expulsão definitiva dos árabes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GUERRA DAS DUAS ROSAS

   No século XV, a Inglaterra foi assolada por uma guerra entre duas famílias da nobreza que disputavam o trono, os York e os Lancaster. Cada uma dessas famílias adotava uma rosa de cor diferentes como símbolo. Por essa razão o conflito recebeu o nome de Guerra das Duas Rosas (1455-1485). No decorrer da disputa, os dois contendores acabaram por abrir espaço para a ascensão de uma terceira família; os Tudor, que chegaram ao poder em 1485 com Henrique VII. Aproveitando o enfraquecimento da nobreza ocasionado pela guerra, o novo rei pôde restaurar e ampliar a centralização do poder, unificando o país e constituíndo as bases do Estado moderno na Inglaterra.
   Seu filho, Henrique VIII (1509-1547), deu novos passos para a consolidação do poder real. Com ele teria início a segunda fase do processo de formação do Estado nacional, ou Estado Moderno, na Inglaterra: a da Monarquia Absolutista. Em 1534, aproveitando-se da conjutura criada pela Reforma Protestante. Henrique VIII rompeu com o papa, confiscou terras da Igreja na Inglaterra e fundou a Igreja Anglicana, cuja autoridade máxima passou a ser exercida pelo próprio rei. Seus sucessores, particulamente sua filha Elizabeth I (1558-1603), seriam tão absolutista quanto ele.

INGLATERRA : MONARQUIA E PARLAMENTO

   Na Inglaterra, a centralização do poder ocorreu de modo diferente do que aconteceu na França.
   Em 1066, a Inglaterra foi invadida pelos normados, chefiados por Guilherme, o Conquistador. Guilherme era duque da Normandia. Com a invasão, tornou-se rei da Inglaterra.
   A Normandia era um ducado e constituía um dos vários feudos que formavam o reino francês. Diferentemente dos outros feudos, ali o duque reservava para si o monopólio da justiça, sem dividi-lo com os pequenos nobres (os vassalos ou barões), o que tornava o poder mais centralizado. Dessa forma, quando os normandos invadiram a Inglaterra, tranmitiram não a organização feudal que imperava na França, mas uma espécie de "feudalismo centralizado".
   Em 1215, diante de uma série de medidas autoritárias tomadas pelo rei João Sem -Terra, como a imposição de novos impostos, os nobres reuniram-se e aprovaram um documento que limitava o poder do soberano e determinava que ele só poderia aumentar imposto mediante aceitação do Grande Conselho, orgão formado pela própria nobreza e por representante do clero.
  Esse documento incluía vários outros dispositivos, alguns dos quais favoráveis á população em geral e não só á nobreza. A Magna Carta, como foi denominada o documento, é até hoje uma das bases constitucionais da Inglaterra.
  Em 1258, o Grande Conselho passou a ser conhecido como Parlamento. Algumas décadas depois, o rei Eduardo I (1272-1307) promoveu o ingresso de representantes da burguesia e da baixa nobreza nessa instituição. Procurava, assim, limitar o peso da alta nobreza e da Igreja no Parlamento.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

GUERRA DOS CEM ANOS

   A Guerra dos Cem Anos foi um longo conflito entre a Inglaterra e a França. Iniciada em 1337, prosseguiu com intervalos até 1453. Entre os fatores que a provocaram, destacam-se a intenção do rei da françês de afastar a rica região de Flandres do controle inglês e o fato de o rei inglês reivindicar direitos sucessórios em relação ao trono francês.
   No início da guerra, os ingleses venceram as batalhas de Crécy (1346) e Poitiers (1356). No início do século XV, controlavam grande parte do norte da França. Nesse momento, entra em cena Joana D´Arc (1412-1431), uma jovem camponesa. Sob seu comando, os franceses recuperaram a cidade de Orléans, o que permititiu ao herdeiro da Coroa francesa ser coroado na catedral de Reims. Apesar da vitória, Joana DÁrc foi presa pelo duque de Borgonha, que se opunha ao rei da França, e entregue aos ingleses. Considerada herege por um tribunal eclesiático, foi queimada na fogueira em 1431, aos 19 anos de idade.
  A vitória em Orléans marcou uma reviravolta na guerra. Os ingleses começaram a perder seus domínios nas regiões ocupadas por seu  exército e acabaram expulsos da França. A guerra dos Cem anos ( que durou 116 anos ) contribuiu para consolidar o Estado moderno na França, ao fortalecer o poder do rei e despertar o sentimento de identidade nacional no país.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O ESTADO MODERNO NA FRANÇA

    Na França, os conflitos entre o rei e seus adversários atigiram o ápice no reinado de Filipe IV, o Belo (1285-1314). Filipe chegou a ser ameaçado de excomunhão pelo papa, após obrigar a Igreja a pagar impostos. Em 1309, ao transferir a sede do papado para Avignon, na França, acabou submetendo o próprio papa ao seu poder. Essa situação perdurou até 1377, quando o papado retornou a Roma, durou 66 anos.
   Durante seu reinado, Filipe IV voltou-se contra os nobres da Ordem dos Cavaleiros Templários, surgida na época das Cruzadas. Por dever uma grande soma de dinheiro á ordem, o rei tentou confiscar seus bens. Na luta que se seguiu, muitos tempários foram dizimados. Alguns deles, porém, conseguiram fugir e se estabelecer na península Ibérica, onde posteriormente desempenhariam importante papel na expansão marítima.
    A guerra dos Cem Anos, entre os séculos XIV e XV, foi decisiva para o fartalecimento da monarquia.
    No início do século XVI, a monarquia francesa, sob o reinado de Francisco I (1515-1547),, tornou-se absolutista, essa maneira de governar, baseava-se na centralização completa do poder nas mãos do rei.

A FORMAÇÃO DO ESTADO MODERNO

   Aos poucos, o rei impôs sua autoridade sobre territórios cada vez mais vastos. Com o tempo, os limitas entre esses territórios começaram a ganhar sentido político, fiscal e militar, fixando-se e tornando-se fronteiras.
   Dentro desses novos limites, prevaleceram as línguas faladas nas regiões hegemônicas, assim definidas por sua riqueza ou por sua importância política. O idioma oficial da Espanha, por exemplo, derivou do castelhano, língua falada em Castela, o principal reino formador do páis.
   Nessas  circunstâncias, surgiu o Estado moderno, igualmente chamado de Estado Nacional ou Monarquia Nacional. Fenômeno novo na história, uma de suas características principais foi o caráter fortemente centralizado do poder monárquico em oposição á fragmentação vivida no sistema feudal.
  Quase todos os países da Europa ocidental passaram por esse processso de centralização do poder nas maõs do rei. As duas grandes exceções foram o Sacro Império Romano-Germânico e a península.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O PODER DOS REIS

   Em sua luta para centralizar o poder, o rei teve alguns aliados. O principal deles foi a burguesia mercantil e financeira, formada por comerciantes e banqueiros.
   O fato de cada feudo cunhar suas próprias moedas, aliado aos diferentes sistemas de pesos e medidas existentes em cada deles, trazia enormes entraves ás atividades mercantis. Além disso, o pagamento de pedágios e imposto pelos senhores feudais ás caravanas de mercadores prejudicava ainda mais os negócios da burguesia. Um poder centralizado e forte poderia, entre outras coisas, resolver esses problemas e ainda oferecer proteção ás rotas comerciais, o que não acontecia no mundo feudal.
     Interessados  nessas mudanças, comerciantes e banqueiros forneceram ao rei apoio financeiro - por meio de doações e empréstimos - e funcionários para a formação de uma burocracia peofissional a serviço do Estado. Além disso, utilizando as Leis e as fórmulas jurídicas do Direito Romano, juristas de formação universitária ajudaram o monarqua a justificar e legitimar o poder absoluto.

O INÍCIO DO CAPITALISMO MERCANTIL

    O renascimento comercial e urbano, ocorrido a partir do século XI, introduziu muitas novidades na organização da sociedade feudal. Surgiram diferentes grupos sociais, tais como a burguesia e os trabalhadores assalariados.
   Criaram-se  novas formas de enriquecimento, por meio do crecimento das atividades bancárias e do comércio de mercadoria. Ganharam importância  o comércio em grande escala e a produção para o mercado.
   Essas novidades indicavam o lento aparecimento de um novo sistema econômico: o pré-capitalismo. Uma das caracteristicas do novo sistema era o fato de sua economia estar paseada na moeda e não na troca de produtos, como ocorria antes. Aos poucos, ele ganhou espaço cada vez maiores na ordem feudal e começou a entrar em choque com ele. A antiga nobreza, rica em terras, adaptava-se com os senhores feudais.
    A partir do século XV, com o início das Grandes Navegações, o pré-capitalismo se transformou lentamente em capitalismo mercantil. Com este, o capital investido no comércio passou a dominar a produção e o trabalho assalariado se expandiu. No lugar das corporações de ofício, surgiram as manufaturas. Pouco a pouco, a ordem feudal entrou em crise e o capitalismo mercantil se tornou dominante em toda a Europa ocidental.

AS CORPORAÇÕES DE OFÍCIO E AS GUILDAS

    Nas cidades, a produção artesanal e o comércio tornaram-se tão intensos que aqueles que se dedicavam a essas ocupações passaram a se organizar em associações com o intuito de regular suas atividades.
    As chamadas corporação de ofício dos artesãos controlavam a produção e impediam a concorrência desleal, fixaram preços, salários e padrões de qualidade. Dentre todas essas funções, destacava-se a de reservar o mercado da cidade aos seus membros, além, é claro, de torná-los mais fortes para negociar com os senhores feudais.
    Da mesma forma que as corporações dos artesãos, formaram-se associações de comerciantes ou guildas, como medida para regular o mercado no interior dos burgos. Grarantir a proteção contra os comerciantes de regiões distantes era uma das principais funções das guildas.
    Essas associações de artesãos e comerciantes negociavam também os impostos com os senhores feudais. Quando a organização interna das cidades adquiria completa autonomia em relação aos feudos, elas passavam a cuidar da administração das cidades livres.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O SURGIMENTO DOS BANCOS

   As atividades comerciais restabeleceram o uso regular da moeda. Logo, diferentes moedas circulavam nas feiras e nos núcleos urbanos, provenientes de vários feudos e regiões da Europa (os senhores feudais podiam cunhar suas próprias moedas). Essa variedades criou a necessidade do câmbio, isto é, da troca de moedas. Os que se dedicavam a ele eram chamados de cambistas.
   Mais tarde, os cambistas passaram a realizar empréstimos e a fazer outras operações financeira. Assim surgiram os bancos, palavra de origem italiana que designava o assento ocupado pelo cambista. Durante muito tempo, os banqueiros mais importantes eram os da península Italíca, pois era ali que inicialmente, o comércio era mais intenso. Isso porque algumas cidades da penísula Itálica, como Gênova e Veneza, já mantinham relações comerciais com o Império Bizantino e os árabes séculos antes das Cruzadas.

O RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANO

   A partir das Cruzadas, a mudança mais visível na Europa ocidental  ficou conhecida pelo nome de ranascimento comercial e urbano. Ele significou o desenvolvimento do comércio e das cidades, que tinham tido pouca importância durante os séculos anteriores.
   O comércio, ainda incipiente, era praticado nas feiras que se realizavam nas vilas ou perto dos castelos e outros lugares fortificados. Inicialmente periódicas, as feiras tornaram-se permanentes, propiciano o aparecimento de núcleos urbano,os chamados burgos.
   A partir dos burgos, desenvolveram-se novas cidades, ao mesmo mesmo tempo que ganharam vida as mais antigas, que não haviam desaparecido por completo.
   As cidades atraíam cada vez mais artesãos, que nelas se fixavam para viver de seu ofício. Atraíam também servos camponeses que as buscavam para tentar vender os seus excedentes agrícolas ou para viver como trabalhadores livres. Atraíam, ainda, comerciantes de sal, de ferro e de inúmeras outras mercadorias, provenientes de regiões distantes.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

AS CRUZADAS

    Nos século XI, grande parte dos domínios árabes, incluindo a Terra Santa - que englobava Jerusalém e outros lugares onde Jesus viveu e pregou sua doutrina - , caiu em poder dos turcos seldjúcidas, um povo vindo do Oriente que se convertera ao Islã. Diferentemente dos árabes, que nunca haviam se oposto ás peregrinações dos cristãos á Terra Santa, os turcos as proibiram.
    Diante disso, o papa Urbano II, falando aos nobres reunidos em Clermont, na França, em 1095, fez-lhes um apelo pela libertação da Terra Santa. Por trás da exortação estava o interesse da Igreja em aumentar seu prestígio e expandir seu domínio sobre os territórios controlados pelos muçulmanos.
    A adesão dos nobres ao apelo do papa foi quase imediata. Para eles, as espedições á Terra Santa seriam uma forma de conquistar terras, prestígio e riquezas no Oriente. Afinal, muitos estavam empobrecidos por causa do direito de primôgenitura.
    Assim  , no ano seguinte, tiveram início as Cruzadas. Costurando cruzes vermelhas sobre as roupas, nobres, camponeses, pobres, mendigos e até mesmo crianças partiram da Europa em grandes expedições militares com o objetivo de conquistar a Terra Santa, tomando-a dos muçulmanos.
    A     primeira Cruzada (1096-1099) conseguiu conquistar Jerusalém após três anos de lutas. A vitória permitiu a criação de alguns Estados cristãos na Palestina, nos quais as terras foram distribuídas como na Europa feudal. Pouco tempo depois, entretanto, a Terra Santa foi novamente tomada pelos muçulmanos.
    Fizeram-se  outras sete Cruzadas a última das quais em 1270. Todas fracassaram. Apesar disso, como consequência delas, o Mediterrâneo foi reaberto á navegação européia e os contatos culturais e comerciais entre o Ocidente e o Oriente foram restabelecidos.
     

O ENSINO NA IDADE MÉDIA

    Quase todo o ensino estava sob o controle da Igreja e era voltado para o ingresso na vida religiosa. A língua utilizada para transmitir os ensinamentos era o Latim, falado pelos integrandes do clero e pelas pessoas cultas.
    Os primeiros estudos eram feitos em escolas que funcionavam nos conventos e nas igrejas das vilas, onde se aprendia a ler e a escrever, noções de cálculo e canto religioso. A continuação dos estudos, orientada sempre por padres ou monges em escolas mantidas nas catedrais, era dividida em dois ciclos: o trivium (gramática, retórica, lógica) e o quadrivium (música, aritmética, geometria e astronomia).
     A principal inovação medieval realizada pelos europeus no campo do ensino e do conhecimento foi a criação das universidades.
     Até o século XI, o ensino superior na Europa estava a cargo das escolas dos mosteiros. Ali formaram-se os primeiros pensadores da Escolástica. Em 1088, foi fundada em Bolonha a primeira escola laica( não religiosa) de direito, que deu origem á universidade de Bolonha  ( a primeita da Europa) alguns anos depois. A seguir, vieram, entre outras, as universidades de Paris (França, 1170), Coimbra (Portugal,1308), Oxford (Inglaterra, 1249).

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

OS HEREGES

    Aqueles que questionavam as práticas instituídas pelos dogmas da Igreja eram considerados seus adversários. Em outras palavras, os que interpretavam os ensinametos cristãos de maneira diferentes daquela que a Igreja pregava passaram a ser chamados de hereges.
    Com  o intuito de manter-se soberana nos assuntos espirituais, a Igreja desensadeou uma guerra sem tréguas contra os hereges. Como forma de reprimi-los, criou a excomunhão e o Tribunal do Santo Ofício, mais conhecido como Inquisição. A primeira era o ato pelo qual impedia que o cristão recebesse os benefícios da salvação, concedidos por seu intermédio. Oficializada pelo papa em 1231, a Inquisição julgava hereges e dissidentes. Aos que se recusavam a se retratar, punia de maneira implacável, condenando-os á morte na fogueira.

O PAPEL DA IGREJA NO FEUDALISMO

     A Igreja era a mais importante instituição do mundo feudal. Os membros mais elevados de sua hierarquia, bispos e abades, eram recrutados entres os nobres. Naquela época, tinha-se o  costume de fazer com que o segundo filho de uma família nobre seguisse a carreira eclesiástica - o primeiro filho herdava o feudo, segundo o direito de promogenitura.
    Até mesmo o tempo era regulado pela religião - as pessoas marcavam o ritmo de suas vidas pelo toque do sino das igrejas. Completamente voltadas para as práticas religiosas, acreditavam que a vida na terra era apenas um momento antes da eternidade, que seria vivida ao lado de Deus.
     Colocando-se como a única intermediária entre a humanidade e Deus, a Igreja passou a deter o monopólio da salvação. Sua organização hierárquica, no topo da qual estava o papa, era extremamente centralizada e rígida. A serviço de Deus, os membros do clero cumpriam um rigoroso regime de obediência e disciplina.
     Seu raio de ação, entretanto, não se limitava á vida espiritual. Na verdade, ao longo dos séculos, a Igreja tornou-se proprietária de grande patrimômio - possuía terras,vassalos,servos - , acumulada graças ás doações feitas por aqueles que queriam, por seu intermédio, ser libertado da condenação divina.
     Em meio a uma sociedade constituída de pessoas  iletradas, a igreja mantinha o controle absoluto do saber erudito. Detendo informações e conhecimentos importantes, garantia que seu domínio se estendesse ao longo de séculos de maneira quase inabalável.
     

domingo, 4 de dezembro de 2011

O SACRO IMPÉRIO ROMANO-GERMÂNICO

   Na França Oriental, a dinastia carolíngia chegou ao fim em 991. Os maiores senhores feudais, quatro grão-duques, reunidos em  assembléias, decidiram eleger um novo rei e criar nessa região o Reino Germânico. A coroa foi entregue ao grão-duque da Saxônia, Henrique I. Sei filho e sucessor, Oto, o Grande, venceu os invasores eslavos e húngaros, conquistando enorme prestígio como defensor da Cristandade.
   Em 962, Oto foi sagrado imperador pelo papa. Nascia assim, o Sacro Império-Germânico. Apesar do título, o poder de Oto e de seus sucessores manteve-se relativamente frágil. No Sacro Império, o imperador era eleito pela alta nobreza. Dessa forma, sua autoridade dependia diretamente de sua capacidade de negociar com os grão-duques e príncipes germânicos.

O IMPÉRIO CAROLÍNGIO

   Carlos  Magno, filho de Pepino, empreendeu uma série de batalhas com a intenção de obter terras para doar aos nobres do Reino Franco.
   Com as conquistas de Carlos Magno, o Reino Franco se expandiu e incorporou territórios do norte da Europa e da península Itálica.
   A força de Carlos Magno atraiu ainda mais a atenção do papa, que precisava proteger os territórios da Igreja Católica contra o ataque de inimigos. O papa também percebeu uma oportunidade de disseminar a fé cristã entre os povos conquistados pelos francos. Assim, em 800, Carlos Magno foi proclamado imperador do Novo Império Romano do ocidente pelo papa Leão III.
   O gesto estava revestido de duplo significado. Por meio dele, a Igreja rompia os laços mantidos com o Império Romano do Oriente (Bizantino). Ao mesmo tempo, concretizava seu interesse em ver restaurado o antigo Império Romano.
   Com  essa aliança, o poder monárquico incorporou nítida orientação religiosa, modificando a natureza da soberania. Por meio da sagração da Igreja, o imperador franco tornava-se um representante de Deus dentro do reino. Cabia a ele defender a Igreja, manter a paz e a ordem.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O REINO DOS FRANCOS

   A patir do século V, a Europa ocidental passou a ser dividida em diversos reinos, resultado da invasão de povos sobretudo de origem germânica. Entre as principais característica desses reinos estava a descentralização do poder.
   Composto por inúmeros feudos independentes, o que dava unidade aos reinos eram as tradições herdadas tanto dos romanos quanto dos povos germânicos. O rei dividia o poder com os nobres, devendo se submeter ás obrigações mútuas estabelecidas pelo sistema de suserania e vassalagem.
   De todos os reinos criados com as invasões dos povos germânicos, o mais duradouro foi o dos francos, formado na região da Gália (França atual), ainda na época do Império Romano. Assumindo caracteresticas diferentes das dos outros reinos germânicos e fortemente apoiado pela Igreja Católica, o reino dos Francos constituiu-se aos poucos em um verdadeiro Império.

ISLAMISMO

   A prática do Islã se chama islamismo, e aos fiéis se dá o nome de muçulmanos, maometanos ou islamitas. Os ensinamentos de Maomé foram reunidos no Corão, o principal livro sagrado dos muçulmanos. Há também o Suna, texto sagrado que reúne tradições, isto é, atitudes adotadas em vida por Maomé.
   No Islã, o adepto deve submeter-se ás seguintes práticas:
- Afirmar publicamente que "só há um Deus, Alá, e Maomé é seu único profeta";
-  Orar cinco vezes por dia, voltado para Meca;
-  Praticar a caridade: quem tem muito deve dar a quem nada tem;
-  Jejuar no mês do ramadã ( o nono mês do ano islâmico ) todos os dias, do alvorecer até o começo da noite;
-  Peregrinar a Meca pelo menos uma vez na vida e orar na Caaba.
   Entre  os preceitos do islamismo está a idéia da jihad ( guerra santa ),  segundo Maomé, se um muçulmano morresse na luta pela expansão de sua religião, alcançaria o paraíso.
   O Islã é mais do que uma religião, porque estabelece regras que orientam a vida de cada um e de toda a sociedade, até mesmo quanto á organização política. Esse tipo de orientação faz com que no islamismo não se dissocie o poder do Estado do da religião.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MAOMÉ

      A  vida dos árabes passou por completa transformação a partir do advento de uma nova religião. Seu fundador foi Maomé, nascido em Meca, provavelmente em 570. Orfão desde pequeno, Maomé foi adotado por um tio e se integrou ás atividades comerciais da família. Durante grande parte da vida, foi condutor de caravanas, o que lhe permitiu entrar em contato com outros povos e conhecer outras culturas e religiões.
    Quando estava com cerca de 40 anos, começou a ter visões reveladoras. Numa delas, o anjo Gabriel teria lhe dito: "Há um só Deus, Alá, e um só profeta, Maomé".
     A partir dessas revelações passou a pregar uma nova religião, o Islâ, que significa submissão a Deus. Seus principais fundamentos associavam as crenças árabes, o judaísmo e o cristianismo.
     Depois de converter sua própria família, Maomé passou a pregar o Islã aos beduínos, em Meca. Os comerciantes da cidade, entretanto, receavam que o monoteísmo pregado pelo Islã afastasse os peregrinos e prejudicasse o comércio. Hostilizado e perseguido, Maomé fugiu de Meca,, refugiando-se na cidade de Yatreb - conhecida hoje como Medina, isto é, cidade do profeta. O ano da fuga de Maomé - Hégira, em árabe -, ocorrida em 622, é considerado o primeiro do calendário muçulmano.
     Em Medina, Maomé continuou pregando a nova religião. Em pouco tempo, o islamismo conquistou muitos seguidores, impondo-se por toda a Arábia por meio da pregação.
     Em   630, Maomé retornou vitorioso á cidade sagrada. Retirou da Caaba todas as imagens de deuses do culto politeísta, dedicando o templo unicamente á adoração de Alá.
     Maomé faleceu pouco depois. Tinha então organizado um Estado teocrático e lançado os fundamentos ideológicos de um grande império. Foi sucedido por califas. Os quatro primeiros foram escolhidos entre os familiares do profeta.

IMPÉRIO BIZANTINO - A IGREJA SE DIVIDE

   A disseminação de imagens ou ícones representando Cristo ou figuras de santos, era fortemente atacada em Constantinopla por algumas correntes mais espiritualizadas do cristianismo. Segundo esses adeptos, o uso de imagens representava um retorno á idolatria, contrária aos preceitos cristãos. Por trás dessa questão, na verdade, estavam escondidos aspectos políticos e econômicos. A fabricação e a venda de imagens ficavam predominantemente nas mãos de monges, que lucravam muito com esse comércio. Isentos de qualquer tipo de tributo, os monges concentravam em seu poder grandes propriedades e riquezas, o que era também interpretado como uma ameaça ao poder central.
   A disputa entre iconólatras, que praticavam o culto de imagens, e iconoclastas, contrários a elas, agitou o Império nos séculos VIII e IX. Essa disputa, por sua vez, acirrou as rivalidades entre o patriarcado de Bizâncio e o papa de Roma. A interferência do último em defesa da produção de ícones associada a  inúmeras outras divergência acabou provocando mais tarde, em 1054, o chamado Cisma do Oriente, que dividiu a igreja Católica em duas: Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Ordotoxa Grega.  

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CONSTANTINOPLA - O GOVERNO DE JUSTINIANO

    No governo de Justiniano, o Grande (527-565), o Império Bizantino atingiu o esplendor. A tentativa de restabelecer a unidade do antigo Império Romano está entre suas realizações de maior destaque.
     Justiniano empreendeu a reconquista das terras do Ocidente, que haviam sido perdidas para os povos germânicos. Com grandes esforços retormou a península Itálica, o norte da Àfrica e o sul da penísula Ibérica. Mas os territórios reconquistados logo sofreriam ocupações de outros povos, não permanecendo muito tempo sob o domínio bizantino.
      Em seu governo, Justiniano ordenou que se organizasse um trabalho de compilação do Direito romano, do qual resultou o Corpo de Direito Civil, composto de quatro partes.
-  Código Justiniano - Reunião de todas as Leis romanas desde Adriano até o ano de 534.
-   Institutas - Princípios fundamentais do Direito romano.
-   Digesto ou Pandectas - Síntese da jurisprudência romana, cujo conteúdo apresentava os pareceres dos grandes juristas a respeito das Institutas.
-    Novelas, reunindo a nova legislação.
    

CONSTANTINOPLA

   Em 330, no mesmo local onde existia a antiga colônia grega de Bizâncio, o imperador Constantino mandou construir Constantinopla.
   Atualmente denominada Istambual, a cidade ocupava excelente localização, entre os mares Negro e Egeu. Para melhorar ainda mais suas condidições de defesa, foram construídas enormes muralhas ao seu redor. Essas características permitiram que ela resistisse a numerorosos ataques ao longo dos séculos.
   Por muito tempo, Constantinopla foi um centro próspero e florescente com intensas relações comerciais, que se estendiam até o Extremo Oriente.
   A riqueza de Constantinopla, permitia que seus moradores tivesse um padrão de vida mais confortável do que os habitantes da Europa ocidental no mesmo período. Os serviços sociais eram divididos entre a igreja e o Estado, á custa da cobrança de pesados impostos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O IMPÉRIO BIZANTINO

   Em 395, com a divisão do Império Romano, formou-se o Império Romano do Oriente, que englobava a Grécia, a Ásia Menor, a Síria atual, a Palestina, o nordeste da África (incluíndo o Egito), e as ilhas do Mediterrâneo oriental. Quando, em 476, Roma foi definitavamente tomada pelos germanos, a parte oriental do Império sobreviveu, mantendo intensa atividade urbana e mercantil.
   Com o passar do tempo, inúmeros aspectos da cultura romana foram abandonados nessa região. O próprio latin foi substituído pelo grego. Tudo isso levou ao desenvolvimento de uma sociedade com características singulares - o Império Bizantino. Um dos  aspectos distintivos da sociedade bizantina foi exatamente a comunhão entre valores grego-romano e orientais.
   É traço marcante desse Império, também, a completa assimilação dos preceitos do cristianismo, tendo sido em Constantinopla que se realizaram os primeiros concílios responsáveis pela definição dos dogmas da Igreja Católica.

O FEUDO

   Os feudos eram os núcleos com base nos quais a sociedade feudal se organizou. Por volta do ano 1000, a maioria das pessoas na Europa ocidental vivia em feudos. Nesse período, a terra converteu-se no bem mais importante, por ser a principal fonte de sobrevivência e poder.
   As terras do feudo distribuíam-se da seginte forma.
- Manso senhoral - Repesentava cerca de um terço da área total e nela os servos e vilões trabalhavam alguns dias por semana. Toda a produção obtida nessa parte da propriedade pertencia ao senhor feudal.
- Manso servil - Área destinada ao usufruto dos servos. Parte do que era produzido ali era entregue como pagamento ao senhor feudal.
- Terras comunais - Era a parte do feudo usada em comum pelos servos e pelos senhores. Destinava-se á pastagem do gado, á extração de madeira e á caça, direito exclusivo dos senhores.
   Os servos, principal mão-de-obra dos feudos, deviam várias obrigações ao senhor feudal, destacando-se:
- Corveia - Prestação de trabalho gratuito durante vários dias da semana no manso senhorial;
- Talha - Entrega ao senhor de parte da produção obtida no manso servil;
- Banalidade -  Pagamento de taxa pelo uso do forno, do lagar (onde se fazia o vinho) e do moinho, dentre outros equipamentos do feudo;
- Censo - Pagamento efetuado com parte da produção ou em dinheiro, ao qual estava obrigado somente os vilões ou homens livres;
- Capitação - Imposto per capita (por cabeça). pago apenas pelos servos;
- Mão-morta - Taxa paga pelos familiares do servo para continuar explorando a terra após sua morte.

domingo, 27 de novembro de 2011

FEUDALISMO - SERVOS, ESCRAVOS E VILÕES

   A terceira ordem da sociedade da Alta Idade Média era formada pelos servos. A relação que deu inicialmente entre os colonos e os proprietários das vilas romanas pode explicar a origem da servidão no feudalismo.
    Diferentemente dos escravos, os servos estavam presos á terra e dali não podiam sair. Mesmo que um feudo mudasse de senhor, não poderia ser expulsos dele, passando a prestar obrigações ao novo senhor.
    Além dos servos, havia os vilões, pequenos proprietários que, por algum motivo, tinham entregado suas terras a um senhor. Embora livres, deviam várias obrigações ao dono do feudo.
    Os escravos, em número reduzido e mantidos apenas em algumas regiões próximas ao Mediterrâneo,, trabalhavam em atividaes domésticas.

FEUDALISMO - SOCIEDADE

    Especialistas em Idade Média, dividem a sociedade da alta Idade Média em três grandes ordens. A primeira compreendia os integrantes do Clero, que cuidava da fé cristão; a segunda reunia os senhores feudais (nobreza), responsáveis pela guerra e pela segurança; a última ordem era aquela constituída pelos servos, que trabalhavam para sustentar toda a população.
   A mobilidade social praticamente insxistia. Rígidas tradições e vínculos jurídicos determinavam a posição social de cada indivíduo desde o nascimento.
   Na  sociedade feudal, a honra e a palavra tinham importância fundamental. Desse modo, os senhores feudais ligavam-se entre si por meio de um complexo sistema de obrigações e tradições.
    A  fim de obter proteção, os senhores feudais geralmente procuravam por outro senhor mais poderoso, jurando-lhe fidelidade e obediência. Chamava-se vassalo o senhor feudal que pedia proteção a outro. Essa aliança deveria ser consolidada pelo senhor mais poderoso, o suserano, por meio da concessão de um feudo, que podia ser constituído de terras ou bens ou de ambos, em troca da obediência recebida.
   Nesse    sistema, o vassalo devia várias obrigações ao seu suserano, como o serviço militar, por exemplo. Por essa razão, quanto maior o número de vassalos, maior o prestígio e o poder de um suserano. O compromisso estabelecido nesse sistema tinha caráter sagrado e constituía falta grave sua violação.

sábado, 26 de novembro de 2011

O CRISTIANISMO

    De acordo com as narrativas do Novo Testamento, Jesus teria nascido em Belém, no Reino da Judéia, província do Império romano.
    Profetas hebreus haviam anunciado a vinda de um Messias ( ou Cristo em grego ), que libertaria esse povo da dominação e imporia ao mundo o Reino de Jeová.
    Aos 30 anos, Jesus Cristo iniciou sua pregações, afirmando ser o Messias.. Despertou com isso a desconfiaça das autotidades locais e, também, romanas: o Grande Conselho dos hebreus desconfiava que ele fosse realmente o Messias e os romanos viam-no como uma amaça ao poder constituido. Jesus acabou preso, condenado e crucificado.
   Após  sua morte, os ensinamento de Jesuus passaram a ser divulgados por seus adeptos. Surgiu assim o cristianismo. A nova crença se difundiu entre as camadas pobres da população. Como os critãos se recusavam a reconhecer o caráter divino do imperador romano, foram duramente perseguidos pelo governo de Roma.
   Por volta do ano 50, o cristianismo começou a ser divulgado em Roma pelos primeiros seguidores de Jesus Cristo. Aos poucos, disseminou-se por todos os grupos sociais e por todas as regiões do Império Romano, até se transformar na religião dominante. Em 391, tornou-se a religião oficial do Império.

ROMA - RELIGIÃO E MITOLOGIA

   Durante quase toda a sua história, os romanos mantiveram a crença numa serie de deuses.
   Era uma religião sem doutrinas ou dogmas. Entre os deuses e os seres humanos estabelecia-se um único compromisso: aqueles davam proteção e estes retribuíam com oferendas.
   A princípio, os deuses não tinham formas definidas. A partir do contato com os gregos, contudo, eles passaram a ser identificados com as divindades do Olimpo e ganharam fisionomia e paixões humanas. Assim, o deus supremo da mitologia grega, Zeus, chamava-se Júpiter entre os romanos; Hermes, protetor do comércio na Grécia, tinha em Roma o nome de Mercúrio; Àries, deus grego da guerra, era Marte para os romanos; Afrodite, deusa do amor na Grécia, em Roma era Vênus e assim por diante.
   Além da influência grega, os romanos incorporaram outras de cultos orientais, como os de Ísis, do Egito, e o de Mitra, proviniente da Pérsia. Todos esses deuses foram admitidos no Panteão romano - templo dedicado ao culto de diversas divindades.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O DIREITO ROMANO

   A mais notável contribuição romana á cultura ocidental ocorreu no campo do Direito. De fato, os Códigos de Leis romanos pernanecem até hoje entre os fundamentos do Direito contemporâneo.
   O direito romano desenvolveu-se gradualmente, tendo como ponto de partida a Lei das Doze tábuas (450 a.C.). Posteriormente aprimorou-se com as Leis votadas pelas assembléias e com os decretos do Senado e teve sua completa sistematização no período do Imperio. Compunha-se de três grandes ramos:
- O jus civile (direito civil), aplicável apenas aos cidadões de Roma.
- O jus gentium (direito das gentes ou dos estrangeiros), conjunto de normas comuns ao povo romano a aos povos conquitados.
- O jus naturale (direito natural), que representava o aspecto filosófico do direito. Baseava-se na idéia de que o ser humano é, por natureza, portador  de direitos que devem ser respeitados.