quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O COMÉRCIO DE ESCRAVOS INDÍGINAS

   A exploração da mão-de-obra indígina ampliou-se no século XVII, quando os holandeses, tendo ocupado o Nordeste brasileiro, passaram a dominar também as fontes de abastecimento de escravos na África. Com isso, as regiões da colônia portuguesa fora do domínio holandês - como a Bahia e o Rio de Janeiro - começaram a ter dificuldades para comprar escravos africanos. Os fanzendeiros e os donos de engenhos dessas regiões recorreram, então, aos índios fornecidos pelos paulistas. Nesssa época, a captura e venda dos nativos se transformou num lucrativo comércio realizado pelos bandeirantes, que num período de apenas 25 anos - de 1614 a 1639 -, chegaram a comercializar cerca de 300 mil indíginas.
   Com a expulsão dos holandeses, o tráfico de escravos africanos foi restabelecido, e diminuiu o interesse pelos escravos indíginas. Além, disso, com a Restauração em Portugal (1640), o governo espanhol passou a armar os índios das missões jesuítas, dificultando a ação das bandeiras de apresamento.

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