O fracasso do Grande Salto abalou a posiçãop de Mao Tse-tung no Partido Comunista Chinês. Para recuperar o poder, Mao iniciou uma guerra aberta contra seus adversário, a quem chamou de "agentes da burguesia" infiltrados no Partido Comunista. O movimento, iniciado em 1966, ficou conhecido por Revolução Cultural. O ponto de partido consistiu na reforma do ensino. Propondo uma Canpanha de Educação Socialista, Mao conclamou os estudantes a lutar contra "os velhos hábitos, as velhas idéias e a velha cultura". A resposta foi imediata: imspirados num livro que reunia os pensamentos de Mao - chamado de o Grande Timoneiro -, milhões de jovens espalharam-se pelo país persegindo os chamados "ocidentalizados", reacionários" ou contra-revoluvionários". As principais vítimas foram intelectuais, profissionais liberais e artistas. Muitos foram ridicularizados e agredidos fisicamente em público. No final de 1967, após numerosos atos de terror e vandaslismo, o Exército foi chamado para conter o movimento. A consequência mais imediata da Revolução Cultural consistiu no enfraquecimento do Partido Comunista Chinês e no fortalecimento de Mao Tse-tung.
domingo, 29 de abril de 2012
CHINA - O GRANDE SALTO
A recuperação econômica da China, devastado por anos de guerrra, era outro objetivo dos comunistas. Em busca de ajuda, eles assinaram vários tratados de cooperação com o bloco soviético, que forneceu empréstimos e técnicos ao país. Em 1953, entrou em vigor o primeiro plano quinquenal, com o objetivo de transformar um país de caracteristicas rurais em uma nação industrializada.
Como resultado, houve rápido crescimento econômico, com aumento dos índices de produtividade.
Em 1958, o governo lançou o Grande Salto para a Frente, programa que pretendia aumentar a produção agrícola e industrial, mas que, ao contrário, acabou provocando escassez de alimentos e fome entre a população. Enfraquecido, Mao Tse-tung deflagrou a revolução Cultural.
Mao Tse-tung mandeve-se no poder até a sua morte, em 1976, aos 83 anos de idade
CHINA - A REFORMA AGRÁRIA
O país que Mao Tse-tung iria governar contava com cerca de 600 milhões de habitantes, aproximadamente um quarto da população mundial. Nove em cada dez chineses viviam no campo. Nessa conjuntura, a reforma agrária era vital, mas já vinha sendo feita pelos coministas mesmo antes da tomada do poder. Dessa forma, cerca de 47 milhões de hectares de terras agricultáveis foram expropriados e distribuídos entre 70 milhões de famílias camponesas. Pouco depois, teria início o processo de coletivização da agricultura, reunindo os camponeses em cooperativas.
Para impedir um boicote ao governo, adotaram-se várias medidas contra as antigas elitees. Muitos dos grandes proprietários de terras, por exemplo, foram a julgamento e acabaram executados ou condenados a trabalho forçados. Realizou-se intenssa campanha para combater a corrupção, a ação das missões religiosas estrangeiras e o imperialismo norte-americano.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
CHINA - A GUERRA CIVIL (1946-1949)
Chag Kai-chek contava com a ajuda econômica e militar dos EUA, mas mesmo assim, não conseguia evitar os problemas em sua administração. Dominado pela corrupção, pela violência interna e pelos altos índices de inflação, o governo chinês se tornou cada vez mais impopular.
Os problemas internos facilitavam a luta pelo controle do país por parte dos comunistas, que desde 1946, organizados no Exército de Libertação Nacional (ELP),conclamavam a população a derrubar o governo
Bem comandadas e disciplinadas, armadas com equipamentos bélico tomado dos japoneses e do próprioi exército do governo, as tropas comunistas empreenderam grandes operações, apesar de lutar com um exército que as superava em número e em armamento.
Em junho de 1949, os comunistas já reuniam um exército de 3 milhões de soldaados. Avançando rapidamente do norte para o sul, conquistando sucessivamente Pequim, Naquim, Shangai e Cantão. Em outubro, os comunistas proclamaram a República popular da China. A Chang Kai-chek restava apenas o governo na Ilha Formosa (Taiwan), sob a proteção dos EUA.
CHINA - A GRANDE MARCHA
Em 1931, os comunistas proclamaram, na área sob seu controle, a República do Jiangxi, no sul da China. Mas, em 1934, para escapar dos constantes ataques que sofriam das forças de Chang Kai-chek, 100 mil deles abandonaram a região e iniciaram uma jornada de 10 mil KM, que passaria para a história como a Grande Marcha. Primeiramente eles seguiram para o oeste e, depois, tormaram a direção norte, para chegar, um ano depois, a Ienan, onde já existia uma base comunista.
Um fato, entretanto, seria determinante para a mudança do cenário político na China: a invasão do país pelos japoneses, que desde 1931 ocupavam a Manchúria. Os comunistas chineses logo perceberam que era grande a opotunidade de converter a luta contra o invaasor numa luta para transformação da China em um país democrático e independente, com a ajuda sobretudo da população camponesa.
Assim quando em 1937 o Japão lançou sua ofensiva militar sobre a China, os comunistas e Chang Kai-Chek se uniram e concordaram em lutar contra o invasor.
Quando os japoneses foram expulsos, em 1945, o país voltou a ficar politicamente dividido.
CHINA - O EXÉRCITO VERMELHO
Terminada a Primeira Guerra Mundial, a China continuava sob o domínio europeu. A situação fez com que surgisse o movimento "4 de maio" (1919), promovido por estudantes contra os tratados de paz assinados em Paris. O episódio marcou o início de uma revolução nacionalista, com amplo apoio popular.
Nessa nova conjutura, Sun Yat-sen retornou ao poder e tomou medidas decisivas para o país: estabeleceu sólida aliança com os comunistas e celebrou acordo com a URSS, dando início, com a ajuda de Moscou, a uma vitoriosa campanha contra os chefes provinciais, considerados um obstáculo à construção de um Estado nacional chinês.
O rumo da política chinesa, porém, mudou com a morte de Sun Yat-sen em 1925. Seu substituto, Chang Hai-Chek, decretou a ilegalidade do Partido Comunista e reprimiu com violência as organizações operárias. Nessa época, os comunistas foram duramente perseguidos nas cidades e se transferiram para o campo. Distantes do foco da repressão políticca, receberam o apoio de camponeses e militares contrários aos regime. Sob a liderança de Mao Tse-tung, esse grupo constituiu o Exército Vermelho.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
CHINA - A REPÚBLICA
Apesar dos esforços norte-americano, o mundo socialista ampliou-se enormemente nas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial. Em 1949, seria a vez da China, um dos maiores países do mundo, adotar o socialismo.
Com a Guerra do Ópio, entre 1840 e 1860, os chineses caíram sob o domínio dos países imperialistas europeus. Em 1911, explodiu no país uma revolução que provocou a queda da monarquia e a proclamação da República. O movimento liderado por Sun Yat-sen, tinha caráter nacionalista e democrático. Sun Yat-sen, entretanto, permaneceu pouco tempo no poder, e o governo central não conseguiu se firmar. O poder passou a ser exercido, então, pelos chefes provinciais, que governaram como soberanos independentes.
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